Resumo Fernando González Rey

O conceito de atividade e seu lugar na psicologia cultural–histórica: desdobramentos nas psicologias russa e ocidental.

Fernando González Rey (UniCEUB/Faculdade de Educação UNB)

O conceito de atividade foi introduzido na psicologia cultural-histórica por S. L. Rubinstein por meio do princípio da unidade entre a consciência e a atividade, tendo sido também um conceito presente na obra de Vigotski e outros clássicos da psicologia cultural-histórica, tais como Ananiev, Miasichev e Uznadze, com significados diferentes para cada um desses autores. Porém, o valor heurístico essencial do conceito foi definido pela impossibilidade do desenvolvimento de um sistema psicológico fora da atividade. No entanto, quando A. N. Leontiev passou a ser a figura central da psicologia soviética, logo após ter contribuído para a saída de S. L. Rubinstein de seus cargos, tanto como diretor do Departamento de Psicologia da Universidade Estatal de Moscou, como do Departamento de Psicologia da Academia de Ciências da União Soviética, o conceito de atividade se transformou na Teoria da Atividade de Leontiev. Nesse trânsito, a consciência se separou da atividade passando a ser um epifenômeno daquela, sendo que todos os conceitos psicológicos passaram a ser explicados em termos da atividade. Esse giro teve um conjunto de consequências teóricas, epistemológicas e institucionais no âmbito das psicologias soviética e ocidental, que se estendem até os dias atuais. Tais consequências serão o foco desta apresentação.

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